Espaço Cultural Porto Seguro

Novas Efervescências

exposição gratuita
de 11.05 até 21.07
terça a sábado, das 10h às 19h
domingo, das 10h às 17h

*Última entrada até 30 minutos antes do encerramento

Novas Efervescências

Novas linguagens da arte contemporânea dão o tom da próxima exposição do Espaço Cultural Porto Seguro. Intitulada Novas Efervescências, a mostra traz nove trabalhos inéditos dos artistas selecionados pelo Edital de mesmo nome promovido pelo próprio Espaço Cultural, em parceria com a Base7 Projetos Culturais, que contou com comissão julgadora formada por Isabella Lenzi, Jacopo Crivelli Visconti e Ricardo Ribenboim.

Conheça a seguir os artistas selecionados:
Angella Conte

Angella Conte

O ponto de partida da produção de Angella Conte é a inter-relação entre o indivíduo e seu meio, o que pauta histórias, trocas e resquícios. A partir de um olhar atento e de um contato íntimo e sensível com a paisagem - urbana ou natural -, ela dá corpo aos seus projetos, sem um formato previamente escolhido. A artista paulista utiliza múltiplos suportes e linguagens. Desenhos, esculturas, fotografias, instalações, vídeos e performances. Angella é uma colecionadora de objetos, imagens, sensações e memórias que coleta e registra, aproxima e recompõe. Em viagens e no dia a dia, ela se apropria e transforma objetos cotidianos que encontra pelo caminho. Estes podem ter um uso imediato ou serem guardados para obras futuras.


Arnaldo Pappalardo

Veterano na cena fotográfica brasileira, o paulistano Arnaldo Pappalardo busca uma constante renovação técnica. Arquiteto de formação, muitas vezes parte de procedimentos ligados à fotografia, mas ela é apenas um caminho condutor para um universo de imagens e para construção de “uma visão caleidoscópica”. Arnaldo experimenta com imagens díspares e utiliza técnicas diversas do universo fotográfico: dos primórdios da fotografia aos recursos das câmeras digitais. Seus trabalhos se materializam na forma de grandes livros impressos em tecidos, peças com resina epóxi com fotografias encapsuladas, chapas de vidro fotográficas ou impressões fine art em jato de tinta. Para ele, a arte será mais poderosa e efetiva se estiver direcionada para promover rupturas nas linguagens já estabelecidas.

Arnaldo Pappalardo

Daniel Frota de Abreu

Daniel Frota de Abreu

A produção de Daniel Frota de Abreu, combina escultura, vídeo e publicação em instalações que estabelecem relações estéticas e políticas com seu contexto. Sua prática justapõe ações escultóricas e assuntos abordados pela antropologia, história da ciência e ficção especulativa. Para isso o artista lida com a circulação e deterioração de materiais, investigando fracassos de comunicação e limites de legibilidade.


Erica Ferrari

São Paulo (SP), 1981
Com formação em artes visuais e estudos nas áreas de arquitetura e urbanismo, a paulistana Erica Ferrari busca escavar e analisar as diversas camadas históricas e sociais do tecido urbano. A vida nas grandes cidades, o caráter simbólico das construções arquitetônicas e a formação da identidade no espaço público são questões centrais na sua produção. A partir de distintos suportes e linguagens, Erica investiga as relações entre arquitetura, paisagem e história. Um de seus objetos de seu estudo são os diversos usos e configurações ao longo do tempo de uma série de edifícios e monumentos públicos, como os Palácios Nacionais Brasileiros, com um passado de luta e violência, que atualmente funcionam como museus ou espaços culturais.

Erica Ferrari

Erica Kaminishi

Erica Kaminishi

É nipo-brasileira e já viveu entre o Brasil, o Japão e a França. Esse período no exterior acabou se tornando, nas suas palavras, a base de sua produção visual e de seus questionamentos. Aspectos da arte e cultura tradicional japonesa são centrais em sua obra. A artista parte do desenho, da palavra e de tudo o que envolve esse universo: a palavra escrita, oral, pictórica, literária e os símbolos. Utilizada em diários pictóricos, repetições de poemas e questionamentos pessoais, a palavra funciona como seu contato com o público e também como um instrumento de autorreflexão. Estão presentes em seu trabalho questionamentos em torno de conceitos como identidade, hibridismo, origem étnica, língua materna e fronteiras culturais. Temas em pauta no Brasil e no mundo.


João Angelini

Mora em Planaltina, na periferia rural de Brasília. A cidade é uma fonte de imagens, situações e informações para muitas de suas obras. Seu trabalho tem como enfoque as questões processuais, as reflexões dos modos de fazer, os limites e as convergências de linguagens e técnicas artísticas. Suas pesquisas se desdobram em diversos meios como gravura, pintura, teatro, fotografia, vídeo, música, animação e performance. Muitas de suas obras mesclam métodos e suportes. O que de fora parece muita informação para lidar e poderia gerar confusão, para ele não é. “Tenho uma cabeça que separa as linhas de produção”, esclarece. Além de sua produção individual, o artista fez parte do coletivo EmpreZa, grupo de performance, e atua como professor.

João Angelini

Laura Gorski e Renata Cruz

Laura Gorski e Renata Cruz

As artistas Laura Gorski e Renata Cruz trabalham em parceria desde 2015, neste período participaram de projetos e exposições. O foco de pesquisa da dupla é criar espaços partilhados de integração e silêncio, que normalmente são habitados de maneira individual. A possibilidade do encontro consigo mesmo, de forma acompanhada, as move a criar imagens nas quais está presente a ideia de partilha do tempo e da intimidade. Em 2017 participaram da residência LABVERDE na Reserva Adolpho Ducke, em Manaus, para onde retornaram em 2018. A permanência na floresta possibilitou a construção de situações de encontro, nas quais as artistas se valeram de fragmentos de paisagens, que em sua estranheza e integração, convidavam a experienciar a permanência, o silêncio e a possibilidade de criação poética na relação de uma com a outra e de ambas com o lugar.


Pablo Lobato

Antes de ter as artes visuais como principal campo de atuação, Pablo Lobato concentrou-se no cinema, exibindo seus filmes em mostras do mundo todo. Na última década tem se dedicado a uma prática que resiste a se fixar em uma ou outra linguagem, aproximando escultura, desenho e pintura, sem se distanciar da fotografia e do cinema. Pablo atua a partir de um exercício de escuta e de um olhar atento sobre espaços e situações. De modo colaborativo com a matéria, prioriza uma economia do gesto, a partir de noções de corte e modulação de forças. Espontaneidade, método, experimentação e ordenação são “gestos que não se anulam quando uma certa espiritualidade acompanha o trabalho”, afirma o artista. A atenção aos materiais simples, dados pelo mundo, são centrais em sua produção.

Pablo Lobato

Tiago Mestre

Tiago Mestre

O português Tiago Mestre nasceu no Alentejo e desde 2010 vive em São Paulo. Arquiteto de formação, sua pesquisa artística se materializa em diferentes meios e suportes, entre a escultura de cerâmica, o gesso e o bronze, a pintura e o vídeo, os murais e as instalações. A produção de Tiago está diretamente ligada às distintas matérias que utiliza e confronta e aos espaços que ocupa. Seus trabalhos partem de uma consciência crítica em relação ao fazer artístico e ao valor simbólico e antropológico de suas obras.
Muitos de seus trabalhos remetem à naturalidade das primeiras manifestações artísticas, quase como um gesto intuitivo primordial.

COMO CHEGAR:
  • Porto Seguro
  • Gemma Restaurante
  • Teatro Porto Seguro
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